sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Autor do mês

Tomas Tranströmer (Estocolmo, 15 de abril de 1931) é um poeta, tradutor e psicólogo sueco.
A poesia de Tranströmer tem uma grande influência na Suécia e em todo o mundo, sendo ele o poeta sueco mais traduzido, desde 1973: os seus poemas estão traduzidos em mais de trinta línguas. Recebeu numerosos prémios literários, como por exemplo o Prémio Literário do Conselho Nórdico em 1990 e o Prémio Nobel da Literatura em 2011.
Tranströmer iniciou-se na poesia aos 23 anos de idade. O seu primeiro livro intitulava-se 17 dikter (17 poemas). A maior parte da sua obra é escrita em verso livre, embora também tenha feito experiências com linguagem métrica. Na sua escrita nota-se uma certa disciplina horaciana.
Vive presentemente numa ilha, longe dos olhares do mundo e dos meios de comunicação. Foi psicólogo de profissão até 1990. Redigiu cerca de uma quinzena de obras numa longa carreira dedicada à escrita.
Em 1990 foi vítima de um acidente vascular cerebral que o deixou em parte afásico e hemiplégico, isto é, não consegue falar e perdeu as faculdades motoras. Continuou a escrever e publicou três obras, como "O Grande Enigma: 45 Haikus".
Tomas Tranströmer escreve sobre a morte, a história, a memória e é conhecido pelas suas metáforas. É um poeta que tem uma produção pequena, "não é prolixo", disse no final do anúncio o secretário da Academia, o historiador Peter Englund, embora esteja traduzido em várias línguas. Em Portugal, Tranströmer tem poemas publicados em duas antologias, uma delas chama-se "Vinte e um poetas suecos" (Vega ,1987).

Este mês sugerimos o livro...


Precious Jones, dezasseis anos, corpo de mulher e coração de menina, está à espera do segundo filho. É negra, pobre, obesa, analfabeta e está muito só. Violada pelo pai, que é também o pai dos seus dois filhos, e abusada pela mãe, que encontra sempre novas formas de explorar a filha a vários níveis, Precious perde o seu último vínculo com a realidade ao ser expulsa da escola. Sozinha nas ruas de Harlem - o reino dos sem voz - Precious fica muito próxima do abismo, vencida pela raiva e pelo desespero. Até ao dia em que é admitida numa instituição para crianças desfavorecidas e encontra na sua nova professora o estímulo para não desistir. Pela mão de Blue Rain, Precious descobre a magia das letras que formam palavras e frases, e encontra na leitura e na escrita a porta para o mundo que ela julgara estar definitivamente fechada. A menina de Harlem descobre que tem sentimentos, tem sonhos e, mais importante do que tudo, tem uma voz só sua. Este livro fala por si.

Este mês sugerimos o filme...

O filho de uma família negra norte-americana adoece gravemente e é levado de urgência para um hospital, por acaso, privado. O pai do rapaz está à beira do desemprego e o seu seguro não chega para pagar as elevadas despesas. A vida do filho corre perigo. Numa cena fria e crua, assistimos à conversa dos pais com os médicos e os responsáveis do hospital, onde se revela que o fator decisivo para a permanência do rapaz no hospital são os números e os interesses económicos. O tempo passa e o doente vai definhando. Numa medida desesperada, o pai assalta o hospital. Faz alguns reféns e exige que o tratamento do filho seja garantido. A partir daqui a história ganha um novo fôlego. Os meios de comunicação social noticiam o facto e criam opinião pública. As histórias pessoais dos reféns ilustram diferentes “modelos” de vida, em que uns apoiam o pai e compreendem o seu drama, enquanto que outros pensam exclusivamente em si, procurando escapar e alcançar a glória de aparecer na TV como corajosos heróis. Também entre as forças de segurança há quem só pense no êxito da sua carreira profissional e quem atue com prudência, tomando decisões sem se deixar levar pela procura imediata do sucesso. Os responsáveis do hospital hesitam entre ceder ou manter a sua decisão...

Este mês sugerimos Ouvir...

Adele Laurie Blue Adkins (Enfield, 5 de maio de 1988), conhecida pelo nome artístico Adele é uma cantora e compositora britânica. Ela foi a primeira a receber o prêmio Critics' Choice do BRIT Awards e foi nomeada "artista revelação" em 2008 pelos críticos da BBC. Em 2009, Adele ganhou dois Grammy Awards de "Artista Revelação" e "Melhor Vocal Pop Feminino". Teve seu reconhecimento mundial ao lançar o álbum 21 e dominar as paradas de sucesso nos Estados Unidos e Reino Unido com o single "Rolling In The Deep.
Adele atraiu a atenção da XL Recordings com suas três demos no seu perfil no MySpace e acabou por assinar com a editora. Desde a sua estreia, o álbum 19 de Adele foi aclamado pela crítica e foi um sucesso em vendas. O álbum estreou em número um e recebeu três certificações de platina no Reino Unido. A sua carreira de sucesso nos Estados Unidos começou após uma apresentação sua no programa Saturday Night Live em 2008. Adele lançou seu segundo álbum 21 em 24 de janeiro de 2011 na Inglaterra e em 22 de fevereiro nos Estados Unidos. O álbum foi um sucesso comercial e com a crítica, vendendo 208 mil cópias na primeira semana de vendas no Reino Unido estreando em primeiro lugar na UK Albums Chart e também liderou as paradas de vendas em vários países. O CD também estreou muito bem nos Estados Unidos alcançando a primeira posição na Billboard 200 vendendo 352 mil cópias na primeira semana.
Depois de uma aclamada performance ao vivo no BRIT Awards de 2011, a canção "Someone Like You" chegou ao primeiro lugar das paradas de sucesso no Reino Unido, enquanto o álbum também permaneceu como número um no país. A Official Charts Company anunciou que Adele é a primeira artista a alcançar, ainda viva, uma canção e um álbum como número um ao mesmo tempo na Inglaterra desde Os Beatles em 1964.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

As adivinhas em anexins

Um rei quis experimentar o juízo de três conselheiros que tinha, e indo passear com eles encontrou um velho a trabalhar num campo, e saudou-o:
- Muita neve cai na serra! Respondeu o velho com a cara alegre:
- Já, senhor, é tempo dela.
Os conselheiros ficaram a olhar uns para os outros, porque era Verão, e não percebiam o que o velho e o rei queriam dizer na sua. O rei fez-lhe outra pergunta:
- Quantas vezes te ardeu a casa?
- Já, senhor, por duas vezes.
- E quantas vezes contas ser depenado?
- Ainda me faltam três vezes.
Mais pasmados ficaram os conselheiros; o rei disse para o velho:
- Pois se cá te vierem três patos, depena-os tu.
- Depenarei, real senhor, porque assim o manda.
O rei seguiu o seu caminho a mofar da sabedoria dos conselheiros, e que os ia despedir do seu serviço se lhe não soubessem explicar a conversa que tivera com o velho. Eles, querendo campar por espertos, foram ter com o velho para explicar a conversa; o velho respondeu:
- Explico tudo, mas só se se despirem e me derem o dinheiro que trazem. Não tiveram outro remédio senão obedecer; o velho disse:
- Olhem: «Muita neve cai na serra», é porque eu estou cheio de cabelos brancos; «já é tempo dela», é porque tenho idade para isso. «Quantas vezes me ardeu a casa?» é porque diz lá o ditado: «Quantas vezes te ardeu a casa? Quantas casei a filha». E como já casei duas filhas sei o que isso custa. «E quantas vezes conto ser depenado?» é que ainda tenho três filhas solteiras e lá diz o outro: Quem casa filha Depenado fica.
Agora os três patos que me mandou o rei são vossas mercês, que se despiram e me deram os fatos para explicar-lhes tudo.
Os conselheiros do rei iam-se zangando, quando o rei apareceu, e disse que se eles quisessem voltar para o palácio vestidos que se haviam ali de obrigar a darem três dotes bons para o casamento das outras três filhas do velho lavrador.
  
Teófilo Braga, Contos Tradicionais do Povo Português

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Concurso Halloween Esaic